segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Sensata utopia! Poema MIL.


Sensata utopia!

Deixo o absoluto concreto
Esqueço o sensato real
Me lanço ao sonho sem nexo
Atravesso o ilimitado
Descarto i improvável
Beijo a alienação
Minhas asas são
A supremacia da vontade
Meu eu em liberdade
Dispenso a forma
Transgrido normas
O incabível já não me vale
Fique meu corpo na Terra
Entre as areias da submissão
Minh’alma vai ao Cosmos
Sem estrada nem direção
Deitar numa nuvem cor de rosa
Planar o impossível e inimaginável
Olhar a chuva que cai
Molha de amor e dá vida
Ser um átomo que se move
Dança, canta e ri pela nebulosa
Desvenda o livro das origens!

Maria Iraci Leal/MIL
POA/RS/Brasil
16/07/2010
Creative Commons License

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Podem matar as flores... Poema MIL.


Podem matar as flores...

Podem matar as flores,esmagar todo jardim
Mas as sementes plantadas dormem tranquílas
Até a próxima primavera
Podem pisotear a bondade
Sangrar o discípulo,maltratarem a carne
Mas sua alma renascerá em outra quimera
Podem matar a confiança, pisotear a razão
Abalar todos os princípios
Não podem tirar a fé ou quebrar a alma
Apagar a luz de um coração
Se o jardim foi destruído, a bondade pisoteada
E  a carne dilacerada,não importa
Pois o amor e a fé sempre viverão
Outras flores e sonhos trarão!

Maria Iraci Leal
POA/RS/Brasil
14/10/10
D.R.Creative Commons License

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Muito além / Poema MIL.


Muito além daqui

Onde tempo não é programado
Não existe castigo nem pecado
A vida não é jogo nem acaso
Não há disputas nem conquistas
E pessoas não são peças de tabuleiro
Muito além daqui
Além das cores do arco íris
Vibra a vida em perfeita harmonia
Não há dor, culpas ou culpados
Não há dogmas nem aforismos
Sómente amor e equidade
Energias em diversas formas
Vivendo na mais completa aliança
Como parte integrante do Cosmos
Em planos e planetas, miríades de estrelas
Dimensões que o ser humano não alcança
Por gravitar ainda no mundo dos desejos
Nos sentimentos individualistas
Antagonismos e crenças que alienam
Separam o homem do próprio homem
Muito além daqui
Onde não existe castigo nem pecado
A vida flui em perfeita conexão
Cada qual em sua forma e condição
Como elemento partícipe do Cosmos
Enquanto a Terra se perde entre sombras
O ser humano em conquistas e guerras!

Maria Iraci Leal-MIL
24/01/2012
POA/RS/Brasil
Ó trabalho “Muito além daqui" de Maria Iraci Leal foi licenciado com uma Licença
Creative Commons License- Atribuição- Não Comercial-Sem Derivados 3.0 Não adaptada   

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Eu sou nada e tudo / Poema MIL.






















Eu sou nada e tudo 


Eu sou um nada no mundo 
Mas um fragmento revelado 
Na fé, na força do eu profundo 
Mas tal qual o mistério dum rio 
Que corre manso e tranquilo 
Carrego minhas pedras e entulhos 
As tristezas e mágoas vividas 
 Eu sou um nada que morre todo dia 
A cada dor que me é impingida 
Mas renasce na luz da esperança 
Quando alguém me acarinha 
Talvez tenha até fracassado 
Nas batalhas do cotidiano 
 Pra mim sem nenhum sentido 
Tão fora de tudo que acredito 
Eu sou fragmentos, restos de dores 
Caminhada de sofrimentos 
Como nem sei só Deus sabe 
Dei e dou a volta por cima 
Eu sou o nada e o tudo 
Uma criatura, um ser humano 
Que erra e acerta, chora e ri 
Cai e levanta, sempre continua! 


 Maria Iraci Leal_MIL 
17/01/2012 
POA/RS/Brasil

Akiane Menina Prodígio Child Art Prodigy

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

ESCONDIDA


Tive o acesso negado
Tantas foram as portas
que bateram
Algumas que se trancaram
Outras tantas se quebraram
A passagem, não foi permitida
O acesso, me foi negado
Tanto faz, se acaso ou pecado
Fechei os olhos ao passado
E o peito a emoção
Disse não a saudade
Tive medo da ilusão
Novos amores bateram a porta
Mas, por tanto medo
Fiz ouvidos de mercador
Olhei para outro lado
Fingi-me dormente
Disse não a tanta gente
Impedi-me a visão
Cobri os olhos com a mão
Escondi o rosto sem razão
Deixei um cão de guarda do lado de fora
Alerta a todo mundo
Aticei-o contra todos
Vesti-me de culpas
Apertei as amarras
Dei a volta pela porta detrás
Espiei pelas frestas
Saí a francesa de tantas festas
Só para não dizer não
Me fechei pra reforma
E nunca mais me abri
Todo mundo passou,
E só eu não vi...

Vera Celms
Licença Creative Commons
A obra ESCONDIDA de Vera Celms foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Talvez o amor seja/poema MIL
























Talvez o amor seja...  


Talvez o amor seja 
Um santuário ou um lugar 
Aonde um dia cheguemos 
E de corpo e alma nos entreguemos 
Após longa caminhada 
Após tanto buscar 
Talvez o amor seja 
A morte de ser 
Matar o ego e renascer 
Indo em vida muito além 
Das emoções e das razões 
Seja apenas a nobreza 
Que se perdeu 
Ou outra razão 
Cujo sentido é amar por amar 
Talvez o amor seja apenas 
E tão somente 
Doar e compartilhar! 


 Maria Iraci Leal_MIL 
15/01/11
Modif.31/12/2011 
D.R.Creative Commons License